Passando a Limpo Brasil

Fonte: http://www.youtube.com

Aparentemente a queda dos ministros de Dilma só não vai subir para nove por que o Papai Noel chega mais cedo em Brasília. Com o fim de ano e o recesso parlamentar a vista é bem provável que o Ministro Fernando Pimentel volte a ter dor de cabeça só depois do carnaval. Depois de ter sido descoberto como um possível grande talento do ramo das consultorias, onde de acordo com as acusações ele ficou milionário em dois anos, o grande amigo da presidente e braço forte do PT em Minas Gerais se tornou o novo alvo de investigações na Esplanada dos Ministérios.

O que impressiona é o desprendimento deste cidadão. Largar uma carreira onde de acordo com ele faturou 2 milhões em dois anos de forma honesta pra se tornar ministro, receber nem 10 mil por mês simplesmente para servir a pátria. Quanto amor em!

 

 

Fonte: http://caixadeferro.wordpress.com/2011/12/22/fernando-pimentel/Fernando Pimentel.

BRASÍLIA - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, decidiu devolver preventivamente aos cofres públicos o valor gasto com três diárias em viagem que fez ao Maranhão em dezembro de 2009, quando teve compromissos oficiais e partidários. Por meio da assessoria de imprensa do ministério, Lupi também informou que vai esperar decisão da Controladoria-Geral da União (CGU) a respeito da legalidade do ato. A CGU pode entender que não houve irregularidade e Lupi, nesse caso, vai reaver o valor que devolveu.

O caso veio à tona na quinta-feira, quando o ministro prestava esclarecimentos sobre denúncias de corrupção envolvendo a pasta. A senadora Kátia Abreu (PSD-TO) deixou Lupi em dificuldade ao lhe cobrar explicações sobre o recebimento de cinco diárias, no valor de R$ 1736. Ela também afirmou na ocasião que a nota fiscal do fretamento da aeronave King Air - de propriedade da Aerotec Táxi Aéreo – teria sido incluída na prestação de contas da ONG Pró-Cerrado. A ONG é dirigida por Adair Meira – com quem Lupi disse na semana passada não ter nenhuma relação – e recebeu recursos do ministério por meio de convênios.

Lupi está devolvendo as diárias de uma sexta, um sábado e uma segunda-feira. Segundo a assessoria do ministério, no domingo não houve recebimento de diária.

Ministro fica mais sério durante divulgação de números de geração de emprego no país

Na tentativa de demonstrar tranquilidade no cargo, Lupi se recusou nesta sexta-feira a responder perguntas dos jornalistas sobre sua situação no governo. Ao divulgar os dados do mercado formal de trabalho no Brasil, o ministro fez questão de informar que na próxima terça-feira vai apresentar dados inéditos sobre a rotatividade de emprego no país.

- Hoje, eu só falo de Caged - disse Lupi, que abandonou o jeito fanfarrão na coletiva e evitou brincadeiras, adotando um comportamento bem mais sério que o habitual.

Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/lupi-vai-devolver-preventivamente-diarias-de-viagem-ao-maranhao-3267394

Se o Ministro dos Esportes, Orlando Silva, é tão inocente quanto ele afirma, porque então ele resolveu entregar o cargo?

 

Orlando Silva decide deixar o Ministério do Esporte e vai entregar carta de demissão a Dilma

Orlando Silva em sessão na Câmara nesta terça-feira  - Ailton de Freitas

BRASÍLIA - O ministro do Esporte, Orlando Silva, vai entregar sua carta de demissão nesta quarta-feira em encontro com a presidente Dilma Rousseff, marcado para as 15h. Orlando Silva vai reafirmar sua inocência à presidente e dizer que a sua saída do comando da pasta será melhor para o Brasil. O nome de consenso do PCdoB para substituí-lo é o do deputado federal Aldo Rebelo, ex-ministro de Relações Institucionais do governo Lula. Além de Aldo, o nome que passa a ser citado por integrantes da legenda é o da deputada e ex-prefeita de Olinda Luciana Santos (PE). Neste momento, a bancada do PCdoB está reunida na liderança do partido. O cuidado da bancada é para que não haja nenhuma imposição e para que seja um nome do agrado da presidente Dilma Roussseff. Também concorre à vaga o maranhense Flávio Dino, atual presidente da Embratur, advogado, ex-juiz e ex-deputado do PCdoB, segundo o blog do Ancelmo Gois. 

A decisão foi tomada durante reunião no Palácio do Planalto, pela manhã, para discutir o agravamento de sua situação, com a abertura do inquérito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar as denúncias de desvio de verbas do Programa Segundo Tempo. Participaram da reunião o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, além dos líderes do partido na Câmara, Osmar Júnior, e no Senado, Inácio Arruda.

Após o encontro, Orlando postou no Twitter que hoje ele tem um almoço especial. “Hoje meu almoço é especial, com D. Vanda, minha mãe, aniversariante. E ela veio da Bahia só para isso. Mulher guerreira, grande exemplo”, escreveu.

Antes da reunião, o presidente do PCdoB teve uma longa conversa com Orlando, já para avaliar o cenário contra o ministro. Na segunda-feira, a avaliação do Planalto era de que o partido deveria conduzir a saída do ministro.

Em reunião da cúpula do PCdoB na terça-feira à noite, na casa do deputado Aldo Rebelo (SP), os integrantes do partido jogaram a toalha e decidiram que não havia mais como sustentar a permanência de Orlando Silva. Depois de muita discussão com o presidente do partido e outros líderes, o nome de consenso para substituir Orlando era o do ex-ministro Aldo Rebelo.

- A unanimidade da bancada concluiu que a situação era insustentável e estava atingindo o partido como um todo. Num primeiro momento, a decisão era se unir em torno do nome de Orlando porque todo mundo achava que era tudo mentira, e ainda acha. Mas ele perdeu todas as condições políticas de continuar no cargo. Na reunião a coisa se afunilou para o nome do Aldo – contou um dos parlamentares presentes à reunião.

Cancelado na Câmara depoimento do PM delator

O policial militar João Dias Ferreira, delator das denúncias de supostas irregularidades no Ministério do Esporte, desistiu de comparecer à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara na tarde desta quarta-feira. A desistência foi anunciada pelo presidente da comissão, deputado Sérgio Brito (PSC-BA). O motorista Célio Soares também não deve comparecer. O cancelamento do depoimento frustrou a oposição.

Já Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado do ministro do Esporte, Orlando Silva, já havia informado antes do cancelamento que acompanharia os depoimentos na Câmara relacionados às denúncias de corrupção no ministério. Kakay disse que fará isso atendendo a um pedido do próprio ministro. Ele também anunciou que, em caso de acusações “levianas e irresponsáveis”, entrararia imediatamente com queixas-crime contra os detratores.

Fonte: OGlobo

 O artigo abaixo sugere que a solução para a corrupção no Brasil está na formação e atuação de mais auditores nos setores públicos e privados. Você concorda?

 

 O Brasil não é um país intrinsecamente corrupto. Não existe nos genes brasileiros nada que nos predisponha à corrupção, algo herdado, por exemplo, de desterrados portugueses.

A Austrália que foi colônia penal do império britânico, não possui índices de corrupção superiores aos de outras nações, pelo contrário. Nós brasileiros não somos nem mais nem menos corruptos que os japoneses, que a cada par de anos têm um ministro que renuncia diante de denúncias de corrupção.

Somos, sim, um país onde a corrupção, pública e privada, é detectada somente quando chega a milhões de dólares e porque um irmão, um genro, um jornalista ou alguém botou a boca no trombone, não por um processo sistemático de auditoria. As nações com menor índice de corrupção são as que têm o maior número de auditores e fiscais formados e treinados. A Dinamarca e a Holanda possuem 100 auditores por 100.000 habitantes. Nos países efetivamente auditados, a corrupção é detectada no nascedouro ou quando ainda é pequena. O Brasil, país com um dos mais elevados índices de corrupção, segundo o World Economic Forum, tem somente oito auditores por 100.000 habitantes, 12.800 auditores no total. Se quisermos os mesmos níveis de lisura da Dinamarca e da Holanda precisaremos formar e treinar 160.000 auditores.

Simples. Uma das maiores universidades do Brasil possui hoje 62 professores de Economia, mas só um de auditoria. Um único professor para formar os milhares de fiscais, auditores internos, auditores externos, conselheiros de tribunais de contas, fiscais do Banco Central, fiscais da CVM e analistas de controles internos que o Brasil precisa para combater a corrupção.

A principal função do auditor inclusive nem é a de fiscalizar depois do fato consumado, mas a de criar controles internos para que a fraude e a corrupção não possam sequer ser praticadas. Durante os anos de ditadura, quando a liberdade de imprensa e a auditoria não eram prioridade, as verbas da educação foram redirecionadas para outros cursos. Como consequência, aqui temos doze economistas formados para cada auditor, enquanto nos Estados Unidos existem doze auditores para cada economista formado. Para eliminar a corrupção teremos de redirecionar rapidamente as verbas de volta ao seu devido destino, para que sejamos uma nação que não precise depender de dedos duros ou genros que botam a boca no trombone, e sim de profissionais competentes com uma ética profissional elaborada.

Países avançados colocam seus auditores num pedestal de respeitabilidade e de reconhecimento público que garante a sua honestidade. Na Inglaterra, instituíram o Chartered Accountant. Nos Estados Unidos eles têm o Certified Public Accountant. Uma mãe inglesa e americana sonha com um filho médico, advogado ou contador público. No Brasil, o contador público foi substituído pelo engenheiro.

Bons salários e valorização social são os requisitos básicos para todo sistema funcionar, mas no Brasil estamos pagando e falando mal de nossos fiscais e auditores existentes e nem ao menos treinamos nossos futuros auditores. Nos últimos nove anos, os salários de nossos auditores públicos e fiscais têm sido congelados e seus quadros, reduzidos – uma das razões do crescimento da corrupção. Como o custo da auditoria é muito grande para ser pago pelo cidadão individualmente, essa é uma das poucas funções próprias do estado moderno. Tanto a auditoria como a fiscalização, que vai dos alimentos e segurança de aviões até os direitos do consumidor e os direitos autorais.

O capitalismo remunera quem trabalha e ganha, mas não consegue remunerar quem impede o outro de ganhar roubando. Há quem diga que não é papel do Estado produzir petróleo, mas ninguém discute que é sua função fiscalizar e punir quem mistura água ao álcool. Não serão intervenções cirúrgicas (leia-se CPIs), nem remédios potentes (leia-se códigos de ética), que irão resolver o problema da corrupção no Brasil. Precisamos da vigilância de um poderoso sistema imunológico que combata a infecção no nascedouro, como acontece nos países considerados honestos e auditados. Portanto, o Brasil não é um país corrupto. É apenas um país pouco auditado.

 

Fonte: Publicado na Revista Veja, edição 1600, ano 32, nº 22, de 2 de junho de 1999, página 21

 

 

 

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Curioso para ver a posição do Brasil diante dos demais países do mundo?  Então confira o mapa abaixo!


Para maiores informações visite: http://www.transparency.org/policy_research/surveys_indices/cpi/2010/interactive

Fonte: http://www.transparency.org/policy_research/surveys_indices/cpi/2010/results

Estamos de olho!

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